Surto de hantavírus não tem potencial pandêmico e risco global é baixo, diz OMS
Diretor-geral da organização informou que situação está sob monitoramento, mas considera baixo o risco de disseminação internacional
Divulgação A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quarta-feira (6) que o atual surto de hantavírus monitorado por autoridades sanitárias não possui potencial pandêmico e apresenta baixo risco de propagação global.
A declaração foi feita pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante atualização sobre o cenário internacional de saúde pública. Segundo ele, a entidade acompanha os casos registrados, mas não identifica, neste momento, ameaça semelhante à observada em pandemias recentes.
O hantavírus é uma doença transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina e saliva de roedores infectados. A infecção pode ocorrer por meio da inalação de partículas contaminadas presentes no ambiente.
De acordo com especialistas, a doença não apresenta transmissão sustentada entre humanos na maior parte dos casos registrados, fator considerado decisivo para afastar riscos de disseminação em larga escala.
A OMS ressaltou que as autoridades de saúde seguem monitorando os episódios identificados e reforçou a importância das medidas preventivas para reduzir o contato com ambientes contaminados por roedores.
Entre as orientações estão cuidados com armazenamento de alimentos, limpeza adequada de locais fechados e prevenção da presença de ratos em residências, áreas rurais e depósitos.
Os sintomas do hantavírus podem incluir febre, dores musculares, cansaço, dificuldade respiratória e complicações pulmonares em casos mais graves. O diagnóstico precoce é apontado como importante para o tratamento adequado dos pacientes.
A manifestação mais conhecida da doença é a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, considerada uma condição grave que exige atendimento médico rápido devido ao risco de evolução respiratória severa.
Apesar da avaliação de baixo risco global, a OMS afirmou que permanece em contato com autoridades sanitárias dos países afetados para acompanhar possíveis mudanças no comportamento epidemiológico da doença.
A organização destacou ainda que o fortalecimento da vigilância epidemiológica e das ações de prevenção continua sendo fundamental para evitar novos casos e garantir resposta rápida das redes de saúde.
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