Piloto que espancou jovem em Brasília vira réu por homicídio doloso
Pedro Turra é acusado pelo Ministério Público pela morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, após briga ocorrida em janeiro
A Justiça tornou réu o piloto Pedro Turra sob acusação de homicídio doloso pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, em Brasília. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público após a confirmação do óbito do jovem, ocorrido no último sábado (7), depois de duas semanas internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI).
O caso teve início em janeiro, quando uma briga resultou em um soco desferido por Turra no rosto do adolescente. Após a agressão, Rodrigo precisou de atendimento médico e permaneceu hospitalizado em estado grave.
Durante o período de internação, o jovem ficou sob cuidados intensivos. A morte foi confirmada após cerca de duas semanas na UTI, o que levou o Ministério Público a formalizar a acusação por homicídio doloso, quando há entendimento de que houve intenção de matar ou assunção do risco de produzir o resultado.
Com o recebimento da denúncia, Pedro Turra passa à condição de réu e responderá ao processo criminal. A partir desta fase, a Justiça dará andamento à instrução do caso, com coleta de provas e eventual oitiva de testemunhas.
A tipificação como homicídio doloso diferencia-se de outras modalidades penais por considerar que o autor teria agido com dolo, seja direto ou eventual. Caberá ao Judiciário avaliar os elementos apresentados pela acusação e pela defesa ao longo do processo.
O episódio gerou repercussão na capital federal e mobilizou familiares e amigos do adolescente. A investigação apurou as circunstâncias da briga e o nexo entre a agressão e o desfecho fatal.
A defesa do réu poderá apresentar contestação à denúncia e requerer diligências no curso da ação penal. O processo seguirá os trâmites previstos na legislação, com possibilidade de julgamento pelo Tribunal do Júri, a depender do enquadramento definitivo do crime.
Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre a audiência inicial ou prazos processuais. O caso permanece sob responsabilidade da Justiça do Distrito Federal.
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