ONG registra cerca de sete mil mortos em protestos no Irã
Levantamento da HRANA indica número superior ao reconhecido pelo governo; quase 53 mil pessoas teriam sido detidas desde dezembro
Um levantamento divulgado pela organização HRANA aponta que aproximadamente 7 mil pessoas morreram durante os protestos iniciados em dezembro no Irã. O número supera os dados oficialmente reconhecidos pelo governo iraniano e amplia a pressão internacional sobre as autoridades do país.
De acordo com a entidade, que monitora violações de direitos humanos, quase 53 mil pessoas também foram detidas no contexto das manifestações. A ONG sustenta que os registros foram compilados a partir de relatos locais, documentos e informações obtidas junto a familiares das vítimas.
As manifestações começaram em dezembro e se espalharam por diferentes regiões do país, mobilizando milhares de pessoas. Desde então, confrontos entre manifestantes e forças de segurança têm sido registrados com frequência em grandes centros urbanos.
O governo iraniano apresenta números inferiores aos divulgados pela HRANA e afirma que as forças de segurança atuaram para conter distúrbios e restaurar a ordem pública. As divergências entre os dados oficiais e os relatórios independentes intensificaram o debate sobre a transparência das informações.
Além das mortes e detenções, autoridades impuseram restrições a meios de comunicação e ao acesso à internet em diversos momentos, segundo relatos de organizações internacionais. As limitações dificultaram a circulação de informações e o acompanhamento em tempo real dos acontecimentos.
Organismos internacionais e governos estrangeiros têm cobrado esclarecimentos sobre as denúncias de violações de direitos humanos. A situação levou a manifestações diplomáticas e a discussões em fóruns multilaterais.
Especialistas avaliam que o volume de vítimas e detenções, caso confirmado, colocaria o episódio entre os mais graves da história recente do país. A dimensão dos protestos e da resposta estatal reforça a complexidade do cenário político interno.
Enquanto isso, novas mobilizações continuam sendo registradas em diferentes localidades, mantendo o tema no centro das atenções globais. O desfecho da crise permanece incerto diante da persistência das manifestações e da reação das autoridades.
Siga nosso canal: https://whatsapp.com/channel/0029VbCVbR58V0tuBnsWDK1O







COMENTÁRIOS