Paraplégico realiza o mergulho mais mortífero do mundo: "É como o abismo"
Shaun Gash se torna o primeiro paraplégico a concluir o desafio em um dos pontos mais perigosos do mergulho mundial
Após seis anos de treinamento intenso, o britânico Shaun Gash, de 55 anos, tornou-se o primeiro paraplégico a completar um mergulho no Blue Hole, no Egito, local conhecido internacionalmente pelos riscos extremos envolvidos na prática.
O feito ocorreu em Dahab, na costa do Mar Vermelho, onde está localizado o Blue Hole, um dos pontos de mergulho mais famosos e desafiadores do mundo, frequentemente chamado de “Cemitério dos Mergulhadores” devido ao histórico de acidentes fatais.
Gash descreveu a experiência como uma imersão em um ambiente que remete a um abismo, destacando a complexidade física e mental do desafio. Segundo ele, o mergulho exigiu planejamento rigoroso, controle absoluto da respiração e confiança total na equipe de apoio.
Paraplégico há décadas, Shaun Gash construiu uma trajetória marcada por adaptação e superação. Ao longo dos anos, ele desenvolveu técnicas específicas para lidar com as limitações motoras e manter a segurança em ambientes de alta pressão.
O treinamento envolveu preparação física, simulações em águas profundas e acompanhamento médico constante. O objetivo era garantir que todas as etapas do mergulho fossem realizadas dentro de parâmetros seguros, apesar da complexidade do local.
O Blue Hole é conhecido por sua profundidade acentuada e por formações subaquáticas que podem desorientar mergulhadores experientes. Por isso, a realização do feito por um atleta com deficiência física ganhou destaque na comunidade internacional do mergulho.
Especialistas ressaltam que o desafio não reduz os riscos naturais do local, mas evidencia a importância de preparo técnico, disciplina e respeito aos limites individuais em esportes de alta exigência.
A conquista de Shaun Gash foi celebrada como um marco de inclusão no esporte, demonstrando que adaptações adequadas e planejamento de longo prazo podem ampliar a participação de pessoas com deficiência em atividades extremas.







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