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Campos dos Goytacazes,04/11/2026

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Novo pronto-socorro do HFM completa um ano com mais de 89 mil atendimentos

Unidade inaugurada em 5 de novembro de 2025 ampliou a estrutura de urgência e emergência do Hospital Ferreira Machado


Novo pronto-socorro do HFM completa um ano com mais de 89 mil atendimentos Divulgação

O novo pronto-socorro do Hospital Ferreira Machado completou um ano de funcionamento com 89.161 atendimentos registrados entre 5 de novembro de 2025 e outubro de 2026.

A marca reforça a importância do HFM como referência regional em urgência e emergência, recebendo pacientes de Campos, de municípios vizinhos e também de outras localidades, inclusive de fora do estado e do país.

A estrutura foi inaugurada em 5 de novembro de 2025 e marcou uma nova etapa na assistência hospitalar, com ampliação dos espaços, modernização de ambientes, novos equipamentos e reorganização do fluxo de atendimento.

Nos dois primeiros meses de funcionamento, em novembro e dezembro de 2025, o setor contabilizou 15.135 atendimentos. Foram 7.494 registros em novembro e 7.641 em dezembro.

Entre janeiro e outubro de 2026, o pronto-socorro somou 74.026 atendimentos. Desse total, 24.211 foram no setor de politrauma e 17.714 na Ortopedia e Traumatologia.

Para o prefeito Frederico Paes, os dados mostram a dimensão da atuação do Hospital Ferreira Machado e a responsabilidade do município em manter investimentos contínuos na rede pública de saúde.

Segundo Frederico, o hospital tem uma relevância que ultrapassa os limites de Campos, por atender pessoas da cidade e de toda a região em situações de urgência, muitas vezes em momentos críticos.

O prefeito também destacou o trabalho dos profissionais que atuam na unidade 24 horas por dia, entre médicos, enfermeiros, técnicos e demais servidores responsáveis pelo funcionamento diário do hospital.

A localização próxima à BR-101, uma das principais rodovias do país, contribui para a grande demanda recebida pelo HFM, principalmente em casos de acidentes e atendimentos a pacientes politraumatizados.

O novo pronto-socorro foi planejado para oferecer mais agilidade e conforto, contando com duas recepções: uma voltada a pacientes em situação de urgência e outra destinada a acompanhantes, visitantes e funcionários.

A estrutura dispõe de quatro consultórios, com atendimentos em otorrinolaringologia, oftalmologia, clínica médica e ortopedia, além de sala de classificação de risco, setores de medicação, gesso, hidratação, administrativo e serviço social.

Entre os espaços de maior importância está o setor de politrauma, preparado para atender até quatro pacientes ao mesmo tempo, além de uma sala de reanimação equipada para casos de maior gravidade.

O médico ortopedista e diretor do pronto-socorro, Fábio Macedo, afirmou que a modernização trouxe impactos diretos na qualidade da assistência prestada à população, com estruturas mais funcionais e adequadas à rotina de um hospital que historicamente recebe entre 7 mil e 8 mil pacientes por mês.

O superintendente do HFM, Guilherme Ribeiro, informou que a modernização também avançou em áreas como o centro cirúrgico e o CTI, com novos equipamentos e tecnologias, e que, após a inauguração da fase 2, será iniciada a fase 3, voltada à melhoria de setores que seguem em funcionamento e recebendo pacientes.

O presidente da Fundação Municipal de Saúde, Arthur Borges, ressaltou que o primeiro ano da entrega representa satisfação e responsabilidade, destacando que o investimento em estrutura, tecnologia e equipamentos está diretamente ligado à capacidade de resposta do hospital diante de casos complexos.

A técnica de enfermagem Erenita Dias, que trabalha há 23 anos no HFM, acompanhou a inauguração do novo pronto-socorro e afirmou que o período foi marcado por dedicação, trabalho intenso e pela atuação conjunta das equipes na assistência aos pacientes.

Entre as histórias registradas no primeiro ano está a de Kaminska Mello, vítima de um acidente em 14 de novembro de 2025, poucos dias após o início do funcionamento da nova estrutura. Ela passou por cirurgia, utilizou fixador externo e aparelho de Ilizarov por 11 meses, além de realizar fisioterapia e acompanhamento ortopédico.

Após quase dois meses internada, Kaminska relatou ter recebido atendimento atencioso de enfermeiros, ortopedistas e médicos. Agora, ela retorna ao hospital para uma nova etapa do tratamento, com previsão de colocação de placa e parafusos para tentar recuperar a mobilidade do calcanhar.

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