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Campos dos Goytacazes,04/11/2026

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Ex-agente secreto e vans: os bastidores da fuga de Flávio Bolsonaro

Reportagem do Fantástico aponta três registros de entrada em nome do senador em menos de 40 minutos; Polícia Federal investiga possível participação de ex-agente da inteligência israelense


Ex-agente secreto e vans: os bastidores da fuga de Flávio Bolsonaro Divulgação

A Polícia Federal investiga as circunstâncias da viagem internacional atribuída ao senador Flávio Bolsonaro após a derrota nas eleições de 2026. Entre os elementos que motivaram questionamentos estão registros migratórios na Argentina, deslocamentos de familiares e a possível atuação de pessoas ligadas a serviços de inteligência estrangeiros.

Um dos principais pontos da apuração envolve uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo as informações divulgadas, havia estabelecido restrições à saída do parlamentar do Brasil e determinado a entrega de seus passaportes. Os investigadores procuram esclarecer a cronologia da viagem e verificar se houve descumprimento de alguma medida judicial.

Documentos atribuídos às autoridades migratórias argentinas apresentam três registros relacionados ao nome do senador no dia 27 de outubro. Os lançamentos teriam ocorrido às 22h37, 22h40 e 23h11, utilizando documentos diferentes: um passaporte italiano, uma carteira de motorista e um passaporte brasileiro.

Conforme os dados apresentados, apenas o primeiro registro permaneceu válido no sistema, enquanto os outros dois foram cancelados. A sequência de movimentações em menos de 40 minutos passou a ser analisada para esclarecer possíveis divergências entre os documentos apresentados e o percurso efetivamente realizado.

Outra parte da investigação envolve a movimentação da família do parlamentar. A esposa de Flávio Bolsonaro, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas teriam seguido por uma rota diferente, passando por Cascavel, no Paraná, antes de atravessar a fronteira brasileira em direção à Argentina utilizando uma van.

Enquanto isso, uma das hipóteses levantadas é que o senador tenha deixado Brasília em uma aeronave particular. O trajeto teria incluído deslocamentos pela Argentina até a região de Puerto Iguazú, onde ele possivelmente teria se encontrado com familiares antes de continuar a viagem internacional.

O nome de Menachem Booky Halevy, identificado nas informações divulgadas como ex-integrante da inteligência israelense, também aparece entre os personagens relacionados ao caso. A suspeita investigada é de que ele possa ter participado de alguma etapa da organização ou execução dos deslocamentos.

Halevy teria atravessado a fronteira em outro veículo, acompanhado do advogado Roberto Jorge Alexandre, profissional que já atuou na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo os relatos, essa segunda van teria passado pelo controle migratório aproximadamente sete minutos antes do veículo associado aos familiares do senador.

A utilização de diferentes meios de transporte, incluindo aeronave particular e veículos terrestres, integra a análise das autoridades. A investigação busca estabelecer se os trajetos foram realizados conforme os registros oficiais e identificar quem participou da organização da viagem.

Os Estados Unidos aparecem como possível destino final do deslocamento. Uma das linhas de apuração considera que o senador teria passado pela Argentina antes de seguir para território americano. Entretanto, as informações apresentadas ainda dependem de confirmação pelas autoridades responsáveis.

A defesa do parlamentar, representada pelo advogado Frederick Wassef, rejeita a caracterização da viagem como fuga. O posicionamento também questiona informações divulgadas sobre o deslocamento e ressalta a ausência de confirmação oficial de determinados elementos apresentados publicamente.

Até o momento, os dados relatados não permitem concluir, de maneira definitiva, que houve participação irregular de terceiros ou descumprimento de decisão judicial. A Polícia Federal deverá confrontar documentos migratórios, informações sobre transportes e outros elementos para esclarecer as circunstâncias do caso.

A investigação permanece em andamento, e eventuais responsabilidades dependerão da confirmação dos fatos e da análise das provas. Não há, nas informações apresentadas, conclusão definitiva sobre a legalidade do deslocamento ou a participação das pessoas mencionadas.

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