Geraldo Neto volta a negar feminicídio contra Gisele Alves em depoimento de 8h
Militar voltou a sustentar a versão de suicídio da soldado encontrada baleada em fevereiro, em São Paulo, mas três laudos periciais contestam essa hipótese; Justiça decidirá sobre possível júri popular
Divulgação A Justiça deverá decidir se o tenente-coronel Geraldo Neto será submetido a júri popular pela acusação de feminicídio da soldado Gisele Alves, encontrada baleada em fevereiro, na cidade de São Paulo. O militar voltou a negar envolvimento na morte durante um depoimento que durou aproximadamente oito horas.
O caso envolve versões divergentes sobre as circunstâncias da morte da policial. Enquanto Geraldo Neto sustenta que Gisele teria tirado a própria vida, três laudos periciais apresentam conclusões que contestam a hipótese de suicídio defendida pelo tenente-coronel.
Durante o depoimento, o militar manteve sua negativa em relação à acusação de ter provocado a morte da soldado. A declaração faz parte dos elementos considerados no processo judicial que apura as circunstâncias em que Gisele Alves foi encontrada baleada.
As análises técnicas realizadas no caso ganharam importância por apresentarem elementos contrários à versão sustentada pelo investigado. Os três documentos periciais são relevantes para a avaliação das circunstâncias da morte e para a análise judicial da acusação.
A investigação busca esclarecer o que aconteceu com a soldado em fevereiro e determinar as responsabilidades relacionadas ao episódio. As informações reunidas ao longo da apuração serão consideradas pela Justiça na definição dos próximos procedimentos.
A acusação de feminicídio coloca o caso sob análise da Justiça competente para os crimes dolosos contra a vida. Nessa etapa, o Judiciário deverá avaliar se existem elementos suficientes para encaminhar o processo ao Tribunal do Júri.
Caso seja determinada a pronúncia do tenente-coronel, caberá aos jurados analisar a acusação em julgamento posterior. A decisão de levar um acusado ao júri popular não representa, por si só, uma condenação.
A versão apresentada por Geraldo Neto continuará sendo considerada no processo, juntamente com os resultados das perícias e os demais elementos de prova. O militar permanece amparado pelo princípio da presunção de inocência enquanto não houver condenação definitiva.
A existência de três laudos que contrariam a hipótese de suicídio constitui um dos pontos centrais da controvérsia. A avaliação judicial deverá considerar o conteúdo técnico desses documentos e os argumentos apresentados pelas partes.
O depoimento de aproximadamente oito horas representa mais uma etapa do processo relacionado à morte de Gisele Alves. Até o momento descrito nas informações disponíveis, não há indicação de que a Justiça tenha tomado uma decisão definitiva sobre o encaminhamento do caso ao Tribunal do Júri.
A próxima definição judicial será importante para estabelecer se a acusação de feminicídio será examinada por jurados. Enquanto isso, o processo segue envolvendo a negativa de autoria apresentada pelo tenente-coronel e os resultados periciais que questionam a versão de suicídio.
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