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Campos dos Goytacazes,12/10/2026

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Após denúncia de Flávio, TSE não acha fake news em canal de Janones

Análise técnica do Tribunal Superior Eleitoral não encontrou novas publicações com conteúdos falsos já examinados pela Corte no canal “Exército do Lula”, mas apontou riscos relacionados à circulação de mensagens


Após denúncia de Flávio, TSE não acha fake news em canal de Janones Divulgação

Uma análise técnica realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não identificou novas publicações com conteúdos falsos anteriormente examinados pela Corte no canal digital “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones. A verificação foi realizada após uma denúncia apresentada pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

O relatório foi elaborado para avaliar as publicações divulgadas no espaço de comunicação e verificar a possível circulação de informações que já haviam sido objeto de análise da Justiça Eleitoral. Os técnicos não encontraram novas ocorrências dos conteúdos falsos específicos examinados anteriormente pelo tribunal.

Apesar do resultado, a equipe responsável pela avaliação apontou preocupações relacionadas aos riscos de disseminação de mensagens no ambiente digital. A observação consta do documento técnico e não representa, por si só, a confirmação de novas publicações falsas no canal investigado.

A denúncia apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro levou a Justiça Eleitoral a examinar o conteúdo compartilhado no canal administrado por Janones. A iniciativa ocorreu no contexto da disputa presidencial de 2026, marcada também pela utilização de plataformas digitais para comunicação política.

O canal “Exército do Lula” é administrado pelo deputado André Janones e está relacionado à mobilização política em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A análise do TSE teve como foco a identificação de publicações que reproduzissem conteúdos falsos já avaliados pela Corte.

A conclusão dos técnicos estabelece uma distinção entre a ausência de novas ocorrências identificadas e os possíveis riscos associados à circulação de informações. Dessa forma, o resultado não significa que todas as mensagens divulgadas no canal tenham sido individualmente verificadas ou consideradas verdadeiras.

O levantamento foi produzido pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, a pedido do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. A equipe examinou mensagens publicadas entre 2 e 11 de outubro e observou indícios de mobilização coordenada para ampliar o alcance das publicações.

A análise também enfrentou limitações, pois parte das mensagens anteriores havia sido apagada. Os técnicos destacaram a utilização recorrente de linguagem polarizadora e o potencial de disseminação em massa de conteúdos às vésperas do segundo turno.

O canal, que reúne mais de 3 milhões de inscritos no WhatsApp, chegou a ter sua suspensão determinada por Kassio Nunes Marques no domingo (11). Posteriormente, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, revogou a medida e autorizou a retomada das atividades, mantendo a restrição à republicação de conteúdos já considerados ilícitos.

Na ação judicial, a campanha de Flávio Bolsonaro também apresentou alegações sobre conteúdos relacionados a benefícios sociais, aposentadorias e questões religiosas. O TSE solicitou esclarecimentos e a apresentação de materiais digitais para permitir uma avaliação mais detalhada das acusações.

O caso deverá continuar sob análise da Justiça Eleitoral, que poderá considerar tanto os resultados do relatório técnico quanto as provas apresentadas pelas partes. Até o momento, a ausência das publicações denunciadas no período examinado não encerra a investigação nem comprova a ocorrência de outras irregularidades.

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