Tributar aviação é a coisa mais burra que se pode fazer, diz CEO da Azul
Executivo afirma que aumento de impostos sobre passagens aéreas pode reduzir a demanda por viagens e afetar diversos setores da economia
Reprodução As discussões em torno da reforma tributária e seus possíveis efeitos sobre o transporte aéreo motivaram críticas do presidente da Azul Linhas Aéreas. Durante manifestação sobre o tema, o executivo afirmou que elevar a carga tributária sobre a aviação pode gerar consequências negativas para toda a cadeia econômica ligada ao turismo.
Segundo o CEO da companhia, a cobrança de mais impostos sobre as passagens tende a encarecer o custo das viagens para os consumidores. Na avaliação dele, o aumento dos preços pode provocar redução na procura por voos e limitar o acesso da população ao transporte aéreo.
O executivo argumentou que a aviação exerce papel estratégico no desenvolvimento econômico, especialmente em um país de dimensões continentais como o Brasil. Para ele, a ampliação da tributação pode comprometer a conectividade entre regiões e dificultar a movimentação de pessoas e negócios.
Durante sua análise, o dirigente destacou que os impactos não se restringiriam às companhias aéreas. Segundo ele, a diminuição do fluxo de passageiros pode atingir diversos segmentos que dependem direta ou indiretamente do turismo.
Entre os setores mencionados estão hotéis, restaurantes, empresas de transporte, motoristas de aplicativos, agências de turismo e pequenos comerciantes que atuam em cidades com forte atividade turística ou econômica vinculada ao deslocamento de visitantes.
A avaliação apresentada pela companhia é de que o transporte aéreo funciona como um indutor de desenvolvimento econômico. Dessa forma, qualquer medida que encareça significativamente as passagens teria potencial para reduzir a circulação de turistas e afetar a geração de renda em diferentes regiões do país.
O debate ocorre em meio à regulamentação e implementação da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional. Representantes de diversos setores econômicos têm acompanhado as discussões para avaliar os possíveis reflexos das mudanças sobre custos operacionais e competitividade.
Empresas da aviação defendem que políticas tributárias voltadas ao setor considerem a importância do transporte aéreo para a integração nacional, especialmente em localidades onde alternativas de deslocamento são mais limitadas.
Por outro lado, especialistas em tributação e gestores públicos avaliam diferentes mecanismos para equilibrar arrecadação, eficiência econômica e desenvolvimento dos setores produtivos dentro do novo sistema tributário.
As declarações do CEO da Azul ampliam o debate sobre os efeitos da carga tributária no transporte aéreo e reforçam as preocupações de empresas do segmento quanto ao impacto que eventuais aumentos de custos podem gerar para passageiros e para a economia ligada ao turismo.
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