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Campos dos Goytacazes,23/10/2026

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De Bolsonaro a Lula: o que fez Joice Hasselmann mudar de posição?

Ex-deputada federal, que participou da campanha de Jair Bolsonaro em 2018, anunciou mudança de posição política e justificou a decisão com críticas à família do ex-presidente


De Bolsonaro a Lula: o que fez Joice Hasselmann mudar de posição? Divulgação

A ex-deputada federal Joice Hasselmann anunciou, nesta quinta-feira (22), que pretende votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais. A declaração representa uma mudança em relação ao posicionamento adotado pela ex-parlamentar em 2018, quando esteve entre as principais apoiadoras da candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

A decisão foi acompanhada de críticas à família Bolsonaro, apontadas por Joice como parte dos motivos para sua nova escolha eleitoral. Mesmo tendo construído uma trajetória política marcada pela oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT), ela decidiu manifestar apoio ao atual presidente.

O posicionamento chama atenção pelo histórico da ex-deputada no campo político da direita. Durante as eleições de 2018, Joice participou ativamente da campanha de Bolsonaro e se tornou uma das figuras mais conhecidas entre os apoiadores do então candidato.

Naquele mesmo ano, ela conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Sua eleição ocorreu em meio ao crescimento político do grupo ligado a Bolsonaro, que venceu a disputa presidencial e assumiu o governo federal em janeiro de 2019.

A relação entre Joice Hasselmann e o grupo bolsonarista, entretanto, passou por mudanças durante o primeiro mandato do ex-presidente. Divergências políticas provocaram o afastamento da parlamentar, que deixou de integrar o núcleo de apoio ao governo.

Ao longo dos anos seguintes, Joice passou a fazer críticas públicas a Bolsonaro e a integrantes de sua família. O rompimento marcou uma nova etapa em sua atuação política e ampliou a distância entre a ex-deputada e antigos aliados.

Na manifestação publicada nas redes sociais, a ex-parlamentar afirmou que sua decisão está relacionada à preocupação com a preservação das instituições democráticas. Segundo ela, as diferenças ideológicas com Lula permanecem, mas não impedem seu voto no candidato petista.

Joice também relatou ter enfrentado perseguições e ataques após romper com antigos aliados. A ex-deputada mencionou episódios de violência e afirmou ter levado informações sobre uma suposta articulação golpista ao Supremo Tribunal Federal ainda em 2019. As acusações apresentadas por ela devem ser tratadas como alegações pessoais, sem que suas declarações, isoladamente, comprovem os fatos atribuídos a terceiros.

A disputa presidencial de 2026 coloca Lula diante do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL). O segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro, e a manifestação de Joice ocorre na reta final da campanha eleitoral.

Apesar do apoio anunciado, a ex-deputada ressaltou que não pretende abandonar suas posições políticas nem integrar automaticamente a base de sustentação de Lula. Segundo ela, a intenção é continuar exercendo oposição após as eleições, mantendo suas divergências com o Partido dos Trabalhadores.

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