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Campos dos Goytacazes,23/10/2026

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Secretário pede prisão de petistas e acaba afastado no Maranhão; veja

James Mota, responsável pela Segurança Pública de Barra do Corda, foi retirado do cargo após a divulgação de gravações nas quais teria defendido prisões para intimidar apoiadores do Partido dos Trabalhadores


Secretário pede prisão de petistas e acaba afastado no Maranhão; veja Divulgação

A divulgação de mensagens atribuídas ao secretário de Segurança Pública de Barra do Corda, no Maranhão, provocou seu afastamento do cargo e levou o caso à investigação das autoridades. James Mota teria enviado orientações a policiais militares defendendo a prisão de eleitores ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT), com o objetivo de provocar intimidação política.

O episódio ganhou repercussão após a circulação de gravações com declarações atribuídas ao então secretário. O conteúdo levantou questionamentos sobre a utilização de estruturas de segurança pública para interferir no comportamento de eleitores durante o período eleitoral.

Barra do Corda, município localizado no interior maranhense, passou a concentrar as atenções em razão das declarações. A situação envolve um integrante da administração municipal responsável por uma área que deve atuar dentro dos limites legais e sem discriminação por preferência partidária.

Nas mensagens divulgadas, James Mota teria defendido a realização de prisões como forma de pressionar pessoas identificadas como apoiadoras do PT. O conteúdo será analisado pelas autoridades responsáveis pela apuração, que deverão verificar as circunstâncias das gravações e a eventual existência de irregularidades.

O afastamento ocorreu após a repercussão do material. A medida retirou Mota de suas funções na Secretaria de Segurança Pública de Barra do Corda enquanto o episódio passou a ser examinado pelos órgãos competentes.

A investigação deverá esclarecer se as declarações ficaram restritas às mensagens ou se houve alguma tentativa de transformar as orientações em ações concretas. Também será necessário verificar se policiais receberam determinações e se alguma medida foi executada em consequência do conteúdo divulgado.

A denúncia foi apresentada publicamente pelo vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão, do PT. Ele cobrou providências dos órgãos de fiscalização e investigação, considerando a gravidade das declarações atribuídas ao responsável pela segurança municipal.

O governador Carlos Brandão, do MDB, também determinou providências em relação ao caso. Além do afastamento do sargento da Polícia Militar, que estava cedido à prefeitura, o governo estadual anunciou a apuração de sua conduta. O prefeito Rigo Teles, também do MDB, determinou a retirada do secretário de suas funções até o encerramento do processo eleitoral.

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral. A iniciativa busca esclarecer possíveis práticas de intimidação de eleitores e identificar eventuais responsabilidades relacionadas às declarações.

Em manifestação divulgada após a repercussão, Mota reconheceu a autoria das falas, mas alegou que foram retiradas do contexto de uma conversa privada entre policiais. Ele negou intenção de perseguir eleitores por preferência partidária e afirmou que suas declarações estavam relacionadas à fiscalização de possíveis irregularidades eleitorais.

O caso ocorre às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). As autoridades deverão avaliar as gravações, as circunstâncias das declarações e a eventual ocorrência de infrações administrativas ou eleitorais, respeitando o direito de defesa dos envolvidos.

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