Shein: fim da 'taxa das blusinhas' é vitória para consumidor brasileiro
Proposta aprovada pela Câmara e pelo Senado segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; cobrança estava em vigor desde agosto de 2024
Divulgação A decisão do Congresso Nacional de aprovar o fim da chamada “taxa das blusinhas” foi classificada pela Shein como uma vitória para o consumidor brasileiro. A medida ainda depende da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avançar.
A proposta passou pela Câmara dos Deputados e pelo Senado na quarta-feira (2). Depois da aprovação nas duas Casas legislativas, o texto segue para análise presidencial.
A cobrança atingida pela mudança estava em vigor desde agosto de 2024. A tributação incidia sobre remessas internacionais de pequeno valor, categoria associada a compras realizadas por brasileiros em plataformas estrangeiras.
A discussão sobre a medida ganhou relevância justamente pelo impacto nas encomendas internacionais de menor valor. A Shein está entre as empresas diretamente relacionadas a esse mercado de comércio eletrônico.
Com a aprovação no Congresso, a etapa legislativa foi concluída. O fim efetivo da cobrança, entretanto, ainda está condicionado à decisão do presidente da República sobre o texto encaminhado para sanção.
A Shein recebeu a votação como uma decisão favorável aos compradores do país. A companhia avaliou o resultado como uma conquista para os consumidores brasileiros que utilizam o comércio eletrônico internacional.
Conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”, a cobrança passou a fazer parte das compras internacionais em agosto de 2024. Desde então, consumidores que realizam determinadas encomendas de pequeno valor no exterior passaram a conviver com a tributação.
A aprovação da proposta representa uma mudança no tratamento dado a essas remessas. Como o processo ainda não foi concluído, os efeitos definitivos dependerão da sanção presidencial.
Luiz Inácio Lula da Silva será responsável pela próxima etapa do processo. Somente após a manifestação presidencial será possível definir a implementação da alteração aprovada por deputados e senadores.
A discussão envolve diretamente consumidores brasileiros que compram produtos comercializados fora do país e enviados por meio de remessas internacionais de pequeno valor.
Para empresas como a Shein, a decisão do Congresso também possui impacto sobre um segmento relevante de suas operações no Brasil, já que a plataforma possui forte presença nas vendas online de produtos importados.
A votação realizada na quarta-feira (2) encerrou a passagem da proposta pelo Congresso, mas não significa que a cobrança tenha sido automaticamente retirada. Até a conclusão do processo, é necessário acompanhar a decisão presidencial.
Com a aprovação na Câmara e no Senado, o debate sobre a “taxa das blusinhas” entra agora em uma nova fase. O texto aguarda a sanção de Lula, enquanto consumidores e empresas do comércio eletrônico acompanham a definição sobre o futuro da cobrança.
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