Desde que STF começou a intermediar emendas, há maior transparência, diz ministro
Segundo integrante do governo, negociações entre Executivo, Congresso e Supremo reduziram o volume das emendas não impositivas e ampliaram a fiscalização dos recursos
Reprodução O processo de destinação das emendas parlamentares passou a contar com maior transparência após a participação do Supremo Tribunal Federal (STF) nas discussões sobre o tema, afirmou um ministro do governo federal. Segundo ele, a atuação conjunta entre os Poderes contribuiu para fortalecer os mecanismos de controle e publicidade dos recursos.
De acordo com a declaração, as mudanças ocorreram durante as negociações envolvendo o Executivo, o Congresso Nacional e o Supremo, que buscaram estabelecer critérios mais claros para a liberação e o acompanhamento das emendas parlamentares.
Um dos reflexos apontados foi a redução do volume das chamadas emendas não impositivas. Conforme o ministro, os valores destinados a essa modalidade passaram de cerca de R$ 20 bilhões para aproximadamente R$ 12 bilhões após a adoção das novas medidas.
Na avaliação do integrante do governo, a reorganização do sistema permitiu aprimorar a identificação dos autores das emendas e ampliar a rastreabilidade da aplicação dos recursos públicos, atendendo às exigências de maior transparência.
O debate sobre as emendas parlamentares ganhou força nos últimos anos em razão da necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de controle, prestação de contas e divulgação das informações referentes à execução orçamentária.
As tratativas entre os três Poderes resultaram em ajustes considerados importantes para garantir maior previsibilidade na destinação das verbas e reforçar a fiscalização sobre a aplicação dos recursos.
Segundo o ministro, o diálogo institucional foi decisivo para construir soluções que conciliassem a execução do orçamento com o cumprimento das exigências de transparência estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal.
A expectativa do governo é que o novo modelo contribua para ampliar a confiança na gestão dos recursos públicos e fortaleça os instrumentos de controle sobre as emendas parlamentares, preservando a legalidade e a publicidade na execução do orçamento.
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