52% dos brasileiros são contra reduzir penas de condenados no 8 de janeiro, diz Genial/Quaest
Levantamento Genial/Quaest indica crescimento da desaprovação à flexibilização das punições ligadas aos atos golpistas em Brasília
Divulgação Uma pesquisa divulgada pela Genial/Quaest mostrou que a maioria dos brasileiros é contrária à redução das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília. Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados afirmaram não concordar com a diminuição das punições impostas aos envolvidos.
Os dados também revelaram que houve aumento da rejeição à flexibilização das sentenças em comparação com levantamentos anteriores. O tema voltou ao centro do debate político após discussões no Congresso Nacional envolvendo propostas relacionadas aos investigados e condenados pelos ataques às instituições democráticas.
De acordo com a pesquisa, parte significativa dos entrevistados acredita que iniciativas aprovadas no Legislativo teriam como objetivo beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O entendimento predominou entre os participantes ouvidos pelo instituto durante a coleta de dados.
O levantamento apontou ainda divisão da opinião pública sobre possíveis anistias ou revisões das condenações. Apesar disso, a parcela favorável à manutenção das decisões judiciais permanece majoritária entre os brasileiros consultados pela pesquisa.
Os atos de 8 de janeiro ocorreram poucos dias após a posse presidencial de 2023 e resultaram em investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal. Diversos participantes foram denunciados e condenados por crimes relacionados à tentativa de abalo das instituições democráticas e destruição de patrimônio público.
Nos últimos meses, o debate sobre penas e anistia ganhou força no meio político, especialmente entre parlamentares ligados à oposição. Defensores das propostas afirmam que algumas condenações seriam excessivas, enquanto críticos argumentam que qualquer redução poderia enfraquecer a responsabilização pelos ataques.
A pesquisa Genial/Quaest também mediu a percepção da população sobre a atuação do Congresso Nacional diante do tema. Parte dos entrevistados afirmou enxergar motivações políticas nas discussões envolvendo mudanças nas punições aplicadas aos condenados pelos atos em Brasília.
O estudo reforça que o episódio de 8 de janeiro continua influenciando o cenário político nacional e permanece como um dos assuntos de maior repercussão entre governo, oposição e Judiciário. A expectativa é de que novas discussões sobre o tema avancem nas próximas semanas no Congresso e nos tribunais superiores.
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