Crise envolvendo Flávio Bolsonaro amplia pressão política sobre Wladimir Garotinho no interior do Rio
Bastidores em Campos dos Goytacazes apontam aumento do desgaste político após repercussão nacional de denúncias ligadas ao senador e ao Banco Master
Divulgação “Catinga de égua”. É assim que aliados e até antigos apoiadores descrevem os bastidores do atual momento político de Wladimir Garotinho. O ex-prefeito, que deixou o PP para embarcar no projeto nacional do PL, apostava alto na ascensão de Flávio Bolsonaro e sonhava em se consolidar como coordenador regional do bolsonarismo no Norte e Noroeste Fluminense. Mas o que parecia ser um trampolim político começa a virar um peso difícil de carregar.
O cenário mudou após o vazamento de áudios e mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Reportagens publicadas nesta semana apontam que o senador teria cobrado milhões de reais para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, fato que gerou forte desgaste dentro da própria direita nacional.
Flávio confirmou que buscou recursos privados para o projeto, mas negou qualquer ilegalidade. Mesmo assim, o estrago político já começou. Governadores e lideranças conservadoras passaram a criticar publicamente o episódio, classificando a situação como “imperdoável” e um “tapa na cara dos brasileiros”.
E é justamente aí que o problema bate na porta de Wladimir. Nos bastidores políticos de Campos dos Goytacazes, muita gente já comenta que o ex-prefeito apostou todas as fichas em um projeto nacional que agora balança antes mesmo de decolar. A ida para o PL, vendida como movimento estratégico para ganhar musculatura política no interior do estado, passa a ser vista por adversários como um “tiro saindo pela culatra”.
Enquanto isso, em Campos, o desgaste segue crescendo. Críticas sobre abandono político, distanciamento de antigos aliados e rejeição popular cada vez mais evidente fazem parte do cenário. Analistas locais apontam que Wladimir tenta expandir influência fora da cidade justamente porque sente o chão ficando cada vez mais instável dentro de casa.
O problema é que o “plano nacional” dependia diretamente da força de Flávio Bolsonaro em 2026. Agora, com os vazamentos envolvendo cobrança milionária e ligação com o escândalo do Banco Master, o projeto virou motivo de tensão dentro do próprio PL.
Nos corredores da política campista, a pergunta já começou a circular: será que Wladimir apostou no cavalo errado?
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