Trabalhadores por conta própria têm as maiores jornadas no país
Pesquisa mostra que autônomos trabalham, em média, 45 horas por semana, acima dos empregados com carteira e demais ocupações
Reprodução Os trabalhadores por conta própria seguem liderando o ranking das maiores jornadas de trabalho no Brasil. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, apontam que essa categoria atua, em média, 45 horas por semana.
O levantamento revela que a carga horária dos autônomos supera a média registrada entre os empregados no país, cuja jornada semanal fica próxima de 40 horas.
Segundo o IBGE, os números refletem a necessidade de ampliação da renda por parte dos trabalhadores independentes, que frequentemente acumulam funções e possuem menor estabilidade financeira em comparação aos empregados formais.
A pesquisa também indica que trabalhadores por conta própria costumam ter maior flexibilidade de horário, mas enfrentam desafios relacionados à ausência de garantias trabalhistas, renda variável e necessidade constante de manter a atividade econômica em funcionamento.
Entre os empregados do setor privado com carteira assinada, a jornada média permanece inferior à observada entre autônomos, especialmente em áreas que possuem controle formal de expediente e regulamentação trabalhista mais rígida.
Os dados da Pnad Contínua Trimestral ajudam a monitorar o comportamento do mercado de trabalho brasileiro e servem como referência para análises econômicas e elaboração de políticas públicas voltadas ao emprego e renda.
Além da jornada semanal, o levantamento acompanha indicadores como taxa de desemprego, informalidade, rendimento médio e evolução da ocupação em diferentes setores da economia.
Especialistas apontam que o crescimento do trabalho por conta própria nos últimos anos está relacionado tanto à expansão do empreendedorismo quanto à busca por alternativas diante das dificuldades de inserção no mercado formal.
O IBGE realiza a pesquisa continuamente em todas as regiões do país, coletando informações sobre as condições de trabalho e renda da população brasileira.
A divulgação dos dados reforça o cenário de transformação das relações de trabalho no país, marcado pelo avanço da informalidade e pelo aumento da participação de trabalhadores independentes em diversos setores da economia.
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