RJ ganha supertrilha de 3.500 km que visita unidades de conservação e cartões-postais do estado
Projeto “Volta ao Rio” integra unidades de conservação, rotas históricas e destinos turísticos em percurso que atravessa diferentes regiões fluminenses
Reprodução O estado do Rio de Janeiro passou a contar com uma nova rota de ecoturismo de longa distância que reúne trilhas, caminhos históricos e travessias em diferentes modalidades. Batizada de “Volta ao Rio”, a iniciativa soma aproximadamente 3.500 quilômetros e percorre áreas naturais, cidades turísticas e pontos conhecidos internacionalmente.
A proposta conecta caminhos já existentes em uma grande rede integrada, permitindo que o trajeto seja feito em partes, conforme o planejamento e o condicionamento físico de cada visitante. O percurso inclui trechos para caminhada, ciclismo e até deslocamentos de caiaque, atravessando diferentes cenários do território fluminense.
Entre os locais incorporados ao roteiro estão o Parque Nacional do Itatiaia, a Travessia Petrópolis-Teresópolis, o Parque Nacional da Serra da Bocaina, em direção a Paraty, além de áreas na Região dos Lagos e no Vale do Café. A capital fluminense também integra o trajeto, incluindo passagens pelo Cristo Redentor e pelo Pão de Açúcar.
De acordo com os organizadores, cerca de 60% da sinalização da trilha já foi implantada. O trabalho segue em andamento para ampliar a estrutura e facilitar a orientação dos visitantes ao longo do percurso, que deve alcançar progressivamente os 92 municípios do estado.
O coordenador do projeto, Hugo de Castro Pereira, explicou que a iniciativa reúne caminhos ligados à Rede Brasileira de Trilhas. Segundo ele, as rotas foram conectadas de maneira contínua, permitindo que o fim de um trecho leve diretamente ao início de outro, formando um circuito estadual integrado.
Embora parte significativa do trajeto seja considerada acessível para iniciantes, alguns setores exigem maior preparo físico e experiência em montanhismo. Entre os pontos de maior dificuldade está a chamada “escalaminhada” do Cavalinho, localizada na travessia entre Petrópolis e Teresópolis, na Serra dos Órgãos.
Por outro lado, trechos litorâneos aparecem entre as opções mais leves para quem deseja iniciar em trilhas de longa distância. A Rota Cabista, em Arraial do Cabo, foi destacada pelos organizadores como um dos segmentos de menor dificuldade e com forte apelo turístico.
A expectativa dos envolvidos é que a Volta ao Rio fortaleça o turismo de natureza no estado e impulsione economias locais. Segundo Hugo de Castro Pereira, o projeto funciona como instrumento de integração regional e pode ampliar a geração de empregos ligados ao setor turístico e ambiental.
O aventureiro Luiz Aragão iniciou no dia 1º uma expedição para percorrer e registrar todo o trajeto da Volta ao Rio. A jornada começou no Cristo Redentor, passou pelo Centro do Rio, Paquetá, Magé, Petrópolis e Teresópolis. Na última atualização divulgada, ele seguia pelo Parque Estadual dos Três Picos em direção a Nova Friburgo.
A iniciativa reúne esforços da Rede Brasileira de Trilhas, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da TurisRio. O projeto também conta com apoio do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério do Turismo e de prefeituras participantes.
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