Bessent diz que tarifas de Trump poderão ser restauradas ao nível anterior até julho
Scott Bessent cita decisão da Suprema Corte e possível uso da Seção 301 para restabelecer medidas da era Trump
Divulgação O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, indicou que tarifas comerciais aplicadas durante o governo de Donald Trump poderão ser restabelecidas aos níveis anteriores até julho. A sinalização ocorre em meio a discussões jurídicas e políticas sobre instrumentos de proteção comercial adotados pelo país.
Segundo Bessent, a eventual retomada das tarifas depende de decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos, que avalia aspectos legais relacionados à aplicação dessas medidas. O tema envolve a autoridade do Executivo para impor tarifas em larga escala com base em legislações específicas.
Como alternativa jurídica, o secretário mencionou a possibilidade de utilização da chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Esse dispositivo permite a adoção de sanções comerciais contra países considerados responsáveis por práticas desleais no comércio internacional.
As tarifas adotadas durante a gestão Trump tiveram impacto significativo nas relações comerciais globais, especialmente em disputas envolvendo grandes economias. A eventual retomada dessas medidas pode reacender tensões e afetar fluxos de exportação e importação.
Entre os países potencialmente atingidos por investigações com base na Seção 301 está o Brasil. Embora não haja confirmação de novas sanções específicas, a inclusão em análises comerciais pode gerar incertezas para setores exportadores.
A política tarifária dos Estados Unidos é frequentemente utilizada como instrumento de pressão em negociações internacionais. A reativação dessas medidas pode influenciar acordos comerciais e cadeias produtivas em diferentes regiões do mundo.
Especialistas apontam que o cenário dependerá não apenas da decisão judicial, mas também de fatores políticos e econômicos internos. A definição sobre o tema pode ocorrer nos próximos meses, com possíveis reflexos ainda em 2026.
Caso confirmada, a retomada das tarifas deverá impactar diretamente empresas e mercados internacionais, além de exigir ajustes estratégicos por parte de países exportadores que mantêm relações comerciais relevantes com os Estados Unidos.
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