Maior competição de futebol universitário começa em capital nordestina
Competições reúnem estudantes de 17 estados e seguem até o dia 12 com foco esportivo e educacional
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As competições começaram nesta segunda (5) e as finais estão marcadas para o próximo sábado (12). Além do objetivo esportivo, o evento tem como força o aspecto educacional.
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Cerca de 43% dos participantes dos JUBs são mulheres e Flavia acredita que avançarão ainda mais: “É só uma questão de oportunidade. Ainda faltam mais mulheres em posições de comando, como técnicas e dirigentes. Nós ocupamos esses espaços à medida que são abertos”.
A Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU), organizadora dos JUBsFut, adota uma política de equidade de gênero e tem como meta alcançar a paridade nos próximos anos.
“É o justo, o correto e, em breve esta igualdade será alcançada não apenas nos JUBsFut, mas em outras competições realizadas pela CBDU”, declarou diretor de esportes e eventos da CBDU, Alessandro Battiste.
Alessandro, que também atua como coordenador dos JUBs Fut, lembra que a participação feminina aumentou 13% em relação aos últimos JuBsFut: “Acreditamos que o evento já demonstra sucesso. Há universidades públicas e privadas representadas. Temos categorias masculina, feminina e mista no X2. É, portanto, uma competição bastante promissora. Realizamos as disputas em sete locais simultâneos da cidade. Esta semana vivenciamos o esporte universitário em Aracaju, dando início ao calendário da temporada de outras disputas universitárias que virão ao longo do ano em outras partes do Brasil”.
Quem também está nos JUBsFut é o cearense Wilson Sabóia, técnico campeão da seleção feminina brasileira de Futsal em dezembro do ano passado nas Filipinas. “Coroamos um trabalho de dez anos logo no primeiro mundial organizado pela Fifa na modalidade”. À frente da equipe Fut7 da UNIFOR em busca de mais títulos, Sabóia também enfatiza a fusão de ciência e esporte de rendimento: “A maioria dessas mulheres aqui foi atleta no nível escolar e agora são atletas universitárias. É muito importante ter esse vínculo de rendimento. Essas atletas serão futuras profissionais [médicas, fisioterapeutas, etc] e terão um elo com o saber científico e suas carreiras individuais. O esporte desenvolve aspectos fundamentais em nível cognitivo e elas, em breve, servirão à sociedade com qualidade”.
*Jornalista viajou a convite da CBDU.







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