Quem era Dayse Barbosa, comandante da Guarda de Vitória morta pelo namorado
Primeira mulher a liderar a corporação, gestora de 37 anos tinha trajetória marcada pela defesa da segurança pública e dos direitos das mulheres
Reprodução A morte da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, de 37 anos, provocou forte repercussão entre autoridades, servidores da segurança pública e moradores da capital capixaba. Reconhecida por sua atuação firme e comprometida, ela ocupava posição de destaque na estrutura municipal e era considerada uma referência na área.
À frente da corporação desde janeiro de 2023, Dayse entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a assumir o comando da Guarda Municipal de Vitória. Além da função operacional, também exercia o cargo de subsecretária, acumulando responsabilidades estratégicas na gestão da segurança pública local.
A trajetória profissional teve início em 2013, quando ingressou na instituição após aprovação em concurso público. Formada em Pedagogia, ela ampliou sua qualificação com uma pós-graduação em Segurança Pública Municipal, consolidando uma carreira baseada em formação técnica e experiência prática.
Colegas de trabalho descrevem a comandante como uma profissional equilibrada, que conciliava firmeza nas decisões com uma postura acessível e solidária. Segundo relatos, era conhecida por agir com rapidez na resolução de problemas e por manter um ambiente de diálogo dentro da corporação.
Um dos principais focos de sua atuação estava no enfrentamento à violência contra a mulher. Dayse participava ativamente da formulação e implementação de políticas públicas voltadas à proteção feminina, tema que também defendia publicamente em diferentes espaços.
Nas redes sociais, costumava compartilhar reflexões sobre igualdade de gênero, valorização das mulheres e combate a preconceitos. Em uma de suas manifestações, ressaltou que o fato de ser mulher nunca representou um obstáculo para exercer funções de liderança, reforçando seu posicionamento diante de desafios estruturais.
Durante sua gestão, também celebrou avanços nos índices de segurança da capital, destacando períodos prolongados sem registros de feminicídio em Vitória. Esses resultados foram atribuídos a ações integradas entre diferentes forças de segurança e políticas preventivas.
Dayse Barbosa deixa uma filha de 8 anos. Familiares informaram que o relacionamento com o autor do crime era marcado por conflitos e episódios de violência, o que reforça as circunstâncias do caso como mais um episódio de feminicídio, gerando indignação em todo o país.
A trajetória da comandante é lembrada como exemplo de dedicação ao serviço público e de compromisso com a construção de uma sociedade mais segura. Sua morte amplia o debate sobre violência de gênero e evidencia os desafios persistentes no enfrentamento desse tipo de crime.
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