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Campos dos Goytacazes,04/02/2026

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Waguinho do Capão

Wladimir bate à porta dos grandes, mas 2026 ainda não é conversa de Garotinho

Prefeito de Campos força aparição nas articulações estaduais, mas vira “nome reserva” em todos os cenários. Desespero? Projeção ou só mais um capítulo da eterna saga “Garotinho quer voltar”?

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Wladimir bate à porta dos grandes, mas 2026 ainda não é conversa de Garotinho

O prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho (PP), parece estar tentando se manter no tabuleiro das articulações para o governo do Rio em 2026  mesmo que com peças emprestadas e tabuleiros que não o reconhecem como jogador principal. Durante uma missa na Coagro, Washington Reis (MDB) ventilou o nome de Wladimir como possível vice em uma eventual chapa ao governo. Pronto. Foi o suficiente para que os aliados do prefeito fizessem barulho e tentassem emplacar a ideia de que o “filho do Garotinho” está no centro das decisões políticas do Estado.

A realidade, no entanto, mostra outra coisa: Wladimir é, no máximo, um figurante estratégico citado ora como possível vice de Washington Reis, ora como peça de encaixe para Eduardo Paes, ora como nome lembrado entre uma negociação e outra da federação do PP com União Brasil. Nenhum convite formal, nenhuma decisão sólida. Apenas especulações, conversas soltas e o velho hábito da família Garotinho de se colocar onde não foi chamada.

Enquanto isso, os protagonistas reais da disputa se articulam: Rodrigo Bacellar (União Brasil), líder da Alerj e um dos maiores articuladores do estado, caminha com o PL e avalia nomes como Renato Araújo ou até mesmo o próprio Washington Reis para compor sua chapa. Já Eduardo Paes (PSD), que lidera as pesquisas, negocia com o PT e nomes de peso como o ex-prefeito de Maricá, Fabiano Horta.

Mas Wladimir? Esse segue tentando, insistindo, cutucando portas que ainda não se abriram para ele. Talvez por vaidade, talvez por pressão do clã, talvez por medo de cair no ostracismo quando sair da Prefeitura de Campos. A verdade é que, por enquanto, ele segue sendo apenas mais um prefeito do interior tentando forçar um protagonismo que o cenário estadual ainda não lhe deu.

Em política, quem precisa demais aparecer costuma ser exatamente quem mais está sumido.




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