China garante que continuará a apoiar Cuba após pedir fim do bloqueio
Pequim afirma que relação com a ilha será mantida independentemente das mudanças internacionais e volta a criticar sanções e pressões externas
Divulgação A China reafirmou nesta segunda-feira (28) que continuará apoiando Cuba independentemente das mudanças no cenário internacional. A manifestação do governo chinês ocorre após o vice-presidente Han Zheng defender, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o fim do bloqueio e das sanções impostas à ilha.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que a amizade entre chineses e cubanos vem sendo construída ao longo dos 66 anos de relações diplomáticas entre os dois países. Segundo ele, essa aproximação continuará sendo preservada por Pequim.
Guo afirmou ainda que o governo chinês seguirá apoiando Cuba na escolha de seu próprio modelo de desenvolvimento e na defesa da soberania nacional. Pequim também mantém posição contrária ao que considera interferência externa nos assuntos internos cubanos.
A declaração reforça o posicionamento apresentado por Han Zheng no sábado (26), durante o debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. No discurso, o vice-presidente chinês tratou de conflitos internacionais, segurança, desenvolvimento e relações entre os países.
Ao mencionar Cuba, Han Zheng não citou diretamente os Estados Unidos. Ele pediu, porém, que o “país em questão” interrompa imediatamente o uso da ameaça de força contra a ilha e suspenda completamente o bloqueio e as sanções.
O representante chinês também defendeu que grandes potências tenham responsabilidade especial na preservação da paz e da segurança internacionais, respeitando as regras e o direito internacional.
Durante o pronunciamento, Han criticou a chamada “mentalidade de Guerra Fria” e a confrontação entre blocos. A posição apresentada pela China é de que divergências e disputas internacionais devem ser solucionadas por meio de diálogo e consultas entre os países.
Cuba atravessa uma grave crise energética, marcada por dificuldades no abastecimento de combustível e problemas na infraestrutura elétrica. Pequim atribui parte do agravamento da situação às restrições impostas pelos Estados Unidos, enquanto outros fatores internos e estruturais também afetam o sistema energético cubano.
A posição chinesa também encontrou respaldo da Rússia. Durante a Assembleia Geral, o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, pediu que Washington suspenda as restrições comerciais contra Cuba e retire o país da lista norte-americana de Estados patrocinadores do terrorismo.
Com as novas declarações, Pequim sinaliza que pretende preservar sua relação política e diplomática com Havana mesmo diante das mudanças na conjuntura internacional, mantendo a defesa pública do fim das sanções contra a ilha.
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