Nota da esposa de Rodrigo Bacellar amplia cobrança por condições dignas durante prisão provisória
Manoella Duarte relatou falta de ventilador, banho com caneco, dificuldade médica, marcas de algema e restrição ao banho de sol
Divulgação A manifestação pública feita por Manoella Duarte, esposa de Rodrigo Bacellar, colocou em discussão as condições de custódia relatadas por ela após uma visita ao marido na unidade prisional.
Na nota, Manoella afirmou que decidiu se pronunciar depois de dois meses sem conseguir ver Rodrigo e declarou ter encontrado uma situação que, segundo ela, não poderia permanecer sem exposição pública.
O relato cita marcas de algema no corpo, ausência de ventilador na cela e banho realizado com auxílio de um caneco, elementos que apontam para um quadro de precariedade dentro do ambiente prisional.
A esposa também afirmou que Rodrigo estaria dormindo com sabonete no corpo para tentar afastar mosquitos, o que reforça a gravidade das condições descritas no comunicado.
Outro ponto citado na nota envolve a saúde física do preso provisório. Manoella relatou que Rodrigo estava com um dedo do pé inflamado e que, diante da dor, teria colocado o pé dentro da comida quente para tentar aliviar o incômodo.
A situação descrita exige atenção institucional porque uma prisão provisória não representa condenação, nem pode funcionar como punição antecipada antes do julgamento.
Rodrigo Bacellar, conforme destacado pela esposa, ainda não foi julgado e não possui condenação definitiva, condição que torna ainda mais necessário o cumprimento rigoroso das garantias legais.
Mesmo em caso de condenação, a legislação brasileira assegura que toda pessoa presa deve ter preservadas a integridade física, a saúde, a higiene e o atendimento médico adequado.
Manoella também afirmou que existem restrições para a entrada de medicamentos prescritos por médicos que acompanham Rodrigo, o que, segundo ela, afeta diretamente a saúde física e psicológica do marido.
A nota ainda menciona dificuldades para acesso ao banho de sol. Segundo o relato, os horários seriam divididos entre facções e milícias, e Rodrigo não participaria desses grupos.
Esse ponto revela uma questão sensível dentro do sistema prisional: o Estado precisa garantir segurança, mas não pode permitir que a organização interna de grupos criminosos impeça o acesso de presos a direitos básicos.
Ao afirmar que não pede privilégio, tratamento diferenciado ou liberdade, Manoella buscou concentrar a manifestação em reivindicações mínimas, como água, ventilador e atendimento médico adequado.
O caso demanda apuração, resposta oficial e providências concretas, porque nenhuma pessoa sob custódia do Estado deve ser mantida em situação incompatível com a dignidade humana, especialmente quando ainda responde ao processo sem condenação final.
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