Estados Unidos impõem nova tarifa de importação sobre o Brasil
Medida anunciada pelo governo norte-americano atinge mais de 60 economias e alcança parceiros tradicionais dos EUA, como Canadá, Reino Unido e Israel
Divulgação O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de tarifas sobre produtos importados de mais de 60 economias, incluindo o Brasil. A iniciativa amplia a política comercial adotada por Washington e também alcança parceiros históricos dos norte-americanos, entre eles Canadá, Reino Unido, Israel, Japão, Índia e integrantes da União Europeia.
Segundo as autoridades norte-americanas, a decisão está relacionada às investigações conduzidas com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos. O objetivo declarado é incentivar os países envolvidos a reforçar medidas de combate ao comércio de produtos produzidos com trabalho forçado e corrigir práticas consideradas desleais.
O novo modelo estabelece tarifas de 10% para países que possuem legislação considerada adequada sobre o tema ou que assumiram compromissos para reforçar sua fiscalização. Já as demais economias enquadradas nas investigações poderão ser submetidas a uma alíquota de 12,5%, conforme os critérios definidos pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Além do Brasil, a lista reúne países como China, Canadá, Reino Unido, Argentina, Austrália, Nova Zelândia, Chile, Arábia Saudita e integrantes da União Europeia. A abrangência da medida demonstra o alcance global da nova política tarifária adotada por Washington.
A iniciativa representa mais um capítulo da estratégia comercial do governo norte-americano, que vem ampliando o uso de tarifas para pressionar parceiros comerciais durante negociações internacionais. A expectativa é de que as novas regras entrem em vigor imediatamente após a conclusão do período de transição definido pelas autoridades dos Estados Unidos.
Especialistas avaliam que a medida poderá provocar novos desdobramentos nas relações comerciais internacionais, principalmente entre economias que mantêm forte fluxo de exportações para o mercado norte-americano. O impacto sobre cada país dependerá da composição de sua pauta exportadora e das negociações bilaterais que vierem a ocorrer.
No caso brasileiro, a inclusão na lista ocorre em meio a um cenário de aumento das tensões comerciais entre os dois países. O governo brasileiro já acompanha os desdobramentos das medidas anunciadas por Washington e poderá avaliar eventuais respostas diplomáticas e comerciais.
A nova política tarifária também reforça a estratégia dos Estados Unidos de utilizar instrumentos comerciais como forma de pressionar parceiros internacionais em temas relacionados ao comércio global, direitos trabalhistas e competitividade industrial, ampliando um movimento que vem marcando a política econômica norte-americana nos últimos anos.
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