Pessoas negras foram vítimas em 71% das mortes pela polícia em 2025, aponta estudo com 9 estados
Levantamento da Rede de Observatórios da Segurança também aponta aumento das mortes de crianças e adolescentes e crescimento das ocorrências em nove estados brasileiros
Divulgação As intervenções realizadas por forças policiais resultaram em 4.330 mortes ao longo de 2025 nos nove estados analisados pela Rede de Observatórios da Segurança. O levantamento indica que esse total representa um aumento de 6,4% em comparação com o período anterior.
Entre as vítimas fatais registradas pelo estudo, as pessoas negras correspondem a 71% dos casos. O dado reforça a predominância desse grupo entre os mortos em operações e abordagens policiais nas regiões pesquisadas.
O relatório também identificou crescimento nas mortes de crianças e adolescentes. Ao todo, 312 vítimas dessa faixa etária perderam a vida em decorrência de intervenções policiais, número 5% superior ao registrado anteriormente.
Segundo a pesquisa, os dados foram reunidos a partir do monitoramento realizado em nove estados brasileiros, permitindo acompanhar o comportamento da letalidade policial e seus impactos sobre diferentes segmentos da população.
Os números apresentados pela Rede de Observatórios da Segurança evidenciam que o aumento das mortes ocorreu tanto no total de vítimas quanto entre os grupos considerados mais vulneráveis, como crianças, adolescentes e a população negra.
O estudo reúne informações destinadas a subsidiar análises sobre a atuação das forças de segurança pública, oferecendo um panorama da evolução das ocorrências envolvendo mortes decorrentes de ações policiais durante o ano de 2025.
Além de mensurar a quantidade de vítimas, o levantamento destaca a distribuição dos casos por perfil das pessoas atingidas, apontando que a maioria dos mortos identificados nas regiões pesquisadas era composta por pessoas negras.
Os resultados divulgados pela Rede de Observatórios da Segurança reforçam a importância do acompanhamento contínuo dos indicadores relacionados à letalidade policial, permitindo avaliar a evolução desses registros e contribuir para o debate sobre políticas públicas na área da segurança.
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