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Campos dos Goytacazes,16/06/2026

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Justiça italiana aponta parcialidade de Moraes como motivo para anular extradição de Zambelli

Documento da Corte de Cassação cita imparcialidade judicial ao analisar recurso que resultou na suspensão da extradição da ex-deputada

noticiasaominuto.com.br
Justiça italiana aponta parcialidade de Moraes como motivo para anular extradição de Zambelli Reprodução

A Justiça da Itália apresentou os fundamentos da decisão que suspendeu a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. Entre os argumentos mencionados pela Corte de Cassação, instância máxima do Judiciário italiano, está a análise sobre a imparcialidade do julgamento conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o documento citado por veículos de imprensa, os magistrados italianos entenderam que a discussão sobre a imparcialidade do julgador faz parte das garantias fundamentais do direito de defesa e deve ser considerada na análise do pedido de extradição.

A decisão da Corte de Cassação foi divulgada após o tribunal revisar o recurso apresentado pela defesa de Zambelli. Em maio, a instância italiana negou a extradição e autorizou que a ex-parlamentar aguardasse os desdobramentos do caso em liberdade.

De acordo com o entendimento registrado pelos magistrados, as funções de julgar devem ser exercidas por autoridade que não possua interesse direto na causa nem convicções prévias que possam comprometer a análise dos fatos. O tribunal também fez referência a princípios adotados pelo sistema europeu de proteção aos direitos humanos.

O caso está relacionado à condenação de Zambelli no Brasil por sua participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ex-deputada foi sentenciada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão.

Antes da decisão da Corte de Cassação, a extradição havia sido autorizada por instâncias inferiores da Justiça italiana. A medida, no entanto, não chegou a ser executada porque ainda cabiam recursos à defesa.

Os advogados da ex-parlamentar alegaram a existência de falhas processuais, questionamentos sobre as condições do sistema prisional brasileiro e dúvidas relacionadas à condução do julgamento no Brasil. Esses argumentos foram analisados ao longo do processo judicial na Itália.

Até o momento, o ministro Alexandre de Moraes não se manifestou publicamente sobre os trechos específicos da decisão italiana. Em situações anteriores, a posição do magistrado tem sido a de se manifestar nos autos dos processos sob sua relatoria.

A decisão da Justiça italiana representa mais um capítulo da disputa jurídica envolvendo a ex-deputada, que permanece no centro de discussões entre autoridades brasileiras e italianas sobre a execução da condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal.










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