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Campos dos Goytacazes,06/05/2026

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Entidades denunciam à ONU omissão do Brasil nos Crimes de Maio de 2026

Conectas Direitos Humanos e Movimento Mães de Maio cobram reconhecimento das violações, reparação às vítimas e medidas contra a letalidade policial no Brasil


Entidades denunciam à ONU omissão do Brasil nos Crimes de Maio de 2026 Divulgação

A atuação do Estado brasileiro diante dos Crimes de Maio de 2006 voltou ao centro do debate internacional após organizações de direitos humanos encaminharem um apelo urgente à Organização das Nações Unidas. O documento denuncia a falta de responsabilização pelos episódios de violência registrados em São Paulo durante aquele período.


A manifestação foi enviada pela Conectas Direitos Humanos e pelo Movimento Independente Mães de Maio. As entidades afirmam que o país permanece omisso em relação às execuções, desaparecimentos e demais violações ocorridas entre os dias 12 e 21 de maio de 2006, quando ao menos 564 pessoas foram mortas, além de 110 feridos e casos de desaparecimento forçado.


Segundo as organizações, a maior parte das vítimas era formada por jovens negros, pobres e moradores de periferias. O texto destaca que nenhuma das execuções foi totalmente esclarecida e que não houve responsabilização adequada de agentes públicos envolvidos nas ocorrências.


As entidades também apontam que familiares das vítimas continuam sem reparação do Estado. O documento relata ainda que muitas mães e parentes afetados pelos episódios enfrentam situações de vulnerabilidade social e psicológica desde os acontecimentos.


O Movimento Mães de Maio surgiu justamente após os episódios de violência registrados naquele período. De acordo com as organizações, diversas mulheres adoeceram ao longo dos anos diante da ausência de respostas institucionais e da falta de justiça para os casos.


No documento encaminhado à ONU, as entidades pedem que o Estado brasileiro adote medidas voltadas à redução da letalidade policial, fortalecimento do controle externo das atividades policiais e implementação de políticas públicas de assistência às vítimas da violência estatal.


Outro ponto destacado no texto envolve o julgamento em andamento no Superior Tribunal de Justiça. A corte analisa desde setembro do ano passado a possibilidade de reconhecer os Crimes de Maio como graves violações de direitos humanos e, por isso, imprescritíveis para fins de reparação.


As organizações alertam que uma eventual rejeição dessa tese poderá ampliar a sensação de impunidade e enfraquecer mecanismos de controle institucional sobre ações das forças de segurança. O julgamento segue suspenso no STJ.


Conectas e Mães de Maio defendem ainda que o Judiciário brasileiro observe tratados internacionais e normas do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, que reconhecem a imprescritibilidade de graves violações aos direitos fundamentais.


As entidades afirmam que o reconhecimento do caso poderá representar um marco no enfrentamento da violência estatal direcionada de forma desproporcional à população negra e periférica, além de fortalecer padrões internacionais de direitos humanos dentro da jurisprudência brasileira.


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