Fila do INSS cai 16% em dois meses após análise de 500 mil processos
Redução de 500 mil pedidos entre fevereiro e abril impulsiona criação do Acelera INSS, com foco em mutirões, reforço de pessoal e tecnologia
Divulgação A redução significativa na fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social marcou o início de uma nova etapa na gestão do atendimento previdenciário no país. Entre fevereiro e abril de 2026, o volume de pedidos em análise caiu de 3,1 milhões para 2,6 milhões, representando uma diminuição de 500 mil processos em apenas dois meses.
O resultado foi apresentado pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante a 324ª reunião do Conselho Nacional de Previdência Social, realizada na terça-feira (28), em Brasília. O encontro também serviu como palco para o anúncio de novas medidas voltadas à continuidade dessa redução.
Para manter a tendência de queda, a presidência do INSS anunciou a implementação do programa Acelera INSS. A iniciativa reúne um conjunto de ações operacionais com o objetivo de agilizar a análise de pedidos e reduzir o tempo de resposta aos segurados.
A meta estabelecida pelo programa é diminuir para menos de 400 mil o número de requerimentos que ultrapassam o prazo legal de 45 dias. O objetivo é alcançar esse índice em um período de até 90 dias, aproximando o tempo de espera do limite constitucional previsto.
A estratégia do governo federal está estruturada em oito eixos principais. Entre eles, destacam-se três frentes consideradas prioritárias: a realização de mutirões, o reforço no quadro de servidores e a modernização dos sistemas tecnológicos utilizados pelo instituto.
No campo operacional, estão previstos quatro mutirões nacionais até o fim de junho, com foco em perícias médicas e na análise de benefícios mais complexos. Paralelamente, haverá a nomeação imediata de 300 assistentes sociais, além da solicitação de convocação de mais 300 profissionais do cadastro de reserva e a abertura de concurso público para contratação de 2 mil novos servidores.
A área tecnológica também integra o plano, com a revisão dos fluxos de trabalho e a ampliação do uso de sistemas automatizados capazes de cruzar dados governamentais, o que deve contribuir para acelerar a análise dos pedidos.
Durante a mesma reunião, o ministro também informou que 4,5 milhões de aposentados e pensionistas já receberam ressarcimentos referentes a descontos associativos não autorizados aplicados em seus benefícios ao longo do último ano.
Os beneficiários que desejam contestar descontos indevidos podem utilizar canais oficiais, como o aplicativo e o site Meu INSS, além da Central 135 e das agências dos Correios. O prazo para solicitação segue aberto até 20 de junho.
Após a contestação, a entidade responsável pelo desconto tem até 15 dias úteis para apresentar justificativa. Caso não haja resposta ou se forem identificadas irregularidades, o sistema permite a adesão ao acordo para devolução dos valores.
O pagamento é realizado em até três dias úteis após a aceitação do acordo. Para públicos específicos, como indígenas, quilombolas e idosos com mais de 80 anos, o ressarcimento ocorre automaticamente na folha de pagamento.
As irregularidades nos descontos foram reveladas pela Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União. As investigações identificaram fraudes em acordos firmados entre o INSS e entidades associativas, resultando no afastamento de integrantes da alta gestão do órgão no ano anterior.
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