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Campos dos Goytacazes,11/04/2026

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Professor de Campos propõe rota até Marte até três vezes mais curta usando órbitas de asteroides

Estudo desenvolvido em Campos dos Goytacazes indica possibilidade de reduzir tempo de viagem ao planeta vermelho para cerca de sete meses

g1.globo.com
Professor de Campos propõe rota até Marte até três vezes mais curta usando órbitas de asteroides Reprodução

Uma nova proposta científica desenvolvida no interior do Rio de Janeiro pode impactar o futuro das missões espaciais ao planeta Marte. O estudo sugere um trajeto alternativo capaz de reduzir significativamente o tempo de viagem, utilizando órbitas de asteroides como referência.


A pesquisa foi conduzida pelo físico Marcelo de Oliveira Souza, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense, localizada em Campos dos Goytacazes. O trabalho começou a ser desenvolvido em 2015, a partir da observação de corpos celestes que transitam próximos às órbitas da Terra e de Marte.


Durante o acompanhamento desses asteroides, o pesquisador identificou trajetórias naturais que poderiam servir como atalhos no espaço. A partir dessa constatação, surgiu a hipótese de adaptar essas rotas para missões espaciais tripuladas ou não tripuladas.


Segundo o professor, uma das órbitas analisadas indicava a possibilidade de uma viagem extremamente rápida entre os dois planetas, com duração aproximada de 30 dias. No entanto, as velocidades necessárias e as limitações tecnológicas da época impediram o avanço imediato da ideia.


Ao longo dos anos, o projeto evoluiu com o auxílio de ferramentas mais modernas de simulação e do uso de inteligência artificial, permitindo análises mais precisas e seguras. Esse avanço tecnológico foi fundamental para transformar a hipótese inicial em uma proposta científica consistente.


Atualmente, missões a Marte podem levar entre dois e três anos, considerando todas as etapas da viagem. Com o novo modelo proposto, esse tempo poderia ser reduzido para cerca de sete meses, incluindo um período de permanência de aproximadamente 15 dias no planeta.


As simulações realizadas apontam ainda para uma janela favorável para esse tipo de missão no ano de 2031, considerada um dos cenários mais promissores para aplicação da metodologia desenvolvida.


O estudo foi aceito para publicação na revista científica Acta Astronautica, vinculada à Academia Internacional de Astronáutica, sob o título “Utilizando dados orbitais iniciais de asteroides para missões rápidas a Marte”. A aprovação indica o reconhecimento da comunidade científica quanto à relevância da pesquisa.


Além da atuação acadêmica, o pesquisador também destacou o desenvolvimento da astronomia na região Norte Fluminense. Ele coordena um clube de astronomia que completa 30 anos em 2026 e anunciou a realização de eventos internacionais nos dias 23 e 25 de abril, em Campos dos Goytacazes, com participação de especialistas de diferentes países.


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