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Campos dos Goytacazes,06/04/2026

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"Estamos nos tornando indiferentes à violência", alerta Papa Leão XIV

Em primeira celebração pascal como líder da Igreja Católica, pontífice reuniu milhares de fiéis e defendeu diálogo como caminho para a paz


Divulgação



Um apelo contundente pela paz marcou a primeira missa de Domingo de Páscoa presidida pelo papa Leão XIV desde que assumiu o comando da Igreja Católica. Diante de cerca de 50 mil fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano, o pontífice direcionou sua mensagem aos líderes mundiais, pedindo o abandono das armas e a busca por soluções pacíficas para os conflitos.

Durante a celebração realizada neste domingo (5), o papa enfatizou que a paz não deve ser imposta pela força, mas construída por meio do diálogo. Em seu discurso, ele convocou aqueles que detêm poder bélico a optarem por caminhos que priorizem o entendimento e a cooperação entre as nações.

Ao longo da homilia, Leão XIV também chamou atenção para o que classificou como um cenário crescente de insensibilidade diante da dor humana. Segundo ele, a sociedade tem demonstrado uma perigosa adaptação à violência, tornando-se indiferente às mortes, às divisões e às consequências sociais e econômicas provocadas pelos conflitos.

O pontífice retomou o conceito de “globalização da indiferença”, expressão associada ao papa Francisco, para destacar a naturalização do sofrimento em diversas regiões do mundo. Ele alertou que guerras e crises continuam a provocar perdas humanas diariamente, muitas vezes sem a devida mobilização internacional.

Ao citar os ensinamentos de Cristo, o líder religioso defendeu que o diálogo e a colaboração são fundamentais para romper ciclos de ódio. Segundo ele, a construção da paz depende de relações baseadas no respeito, tanto no âmbito pessoal quanto entre países, sempre orientadas pelo bem comum.

Leão XIV afirmou ainda que a lógica da imposição de interesses individuais contribui para o agravamento das tensões globais. Em contraponto, defendeu ações conjuntas e solidárias como forma de alcançar soluções duradouras para os conflitos.

A celebração também destacou o significado da Páscoa para os cristãos, apresentada pelo papa como símbolo da vitória da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas e do amor sobre o ódio. Ele reconheceu, no entanto, que essa mensagem nem sempre é facilmente aceita diante das incertezas e dos temores presentes na sociedade.

Em tom reflexivo, o pontífice abordou o medo da morte como um fator que contribui para a indiferença. Segundo ele, muitas pessoas evitam confrontar a realidade do sofrimento, o que reforça a necessidade de uma mudança de postura coletiva.

Ao final da celebração, o papa reforçou o chamado para que a humanidade se una em torno de um clamor por paz. Ele destacou que não se trata apenas de silenciar armas, mas de promover uma transformação interior capaz de sustentar relações mais justas e solidárias em todo o mundo.










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