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Campos dos Goytacazes,04/04/2026

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Oxfam estima em US$ 3,55 tri riqueza escondida em paraísos fiscais

Relatório da Oxfam aponta concentração extrema de recursos não tributados dez anos após os Panama Papers


Oxfam estima em US$ 3,55 tri riqueza escondida em paraísos fiscais Divulgação



A concentração de riqueza global atingiu um novo patamar, com valores ocultos em paraísos fiscais superando o patrimônio total da metade mais pobre da população mundial. A estimativa, divulgada pela organização internacional Oxfam, indica que o volume de recursos não tributados mantidos no exterior pelo 0,1% mais rico ultrapassa o que possuem cerca de 4,1 bilhões de pessoas.


Os dados foram apresentados no contexto dos dez anos do escândalo conhecido como Panama Papers, cuja revelação expôs mecanismos utilizados por elites econômicas para ocultar patrimônio. A investigação original foi conduzida pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, reunindo mais de 370 jornalistas de 76 países que analisaram milhões de documentos vazados.


Segundo o levantamento mais recente, aproximadamente US$ 3,55 trilhões estavam escondidos em 2024 em contas não declaradas e estruturas offshore. Esse montante supera o Produto Interno Bruto de países como a França e é mais que o dobro da soma das economias dos 44 países considerados menos desenvolvidos do mundo.


A maior parte desses recursos está concentrada nas mãos de uma parcela extremamente restrita da população. De acordo com a Oxfam, cerca de 80% da riqueza offshore não tributada pertence ao 0,1% mais rico, o que corresponde a aproximadamente US$ 2,84 trilhões.


Mesmo após uma década das revelações que trouxeram visibilidade ao uso de empresas offshore, a prática segue recorrente. Essas estruturas continuam sendo utilizadas para dificultar a identificação dos verdadeiros proprietários dos recursos e reduzir a incidência de impostos.


Para o coordenador de Tributação da Oxfam Internacional, Christian Hallum, o cenário revela a persistência de um sistema que favorece a ocultação de grandes fortunas. Ele destaca que os mecanismos expostos no escândalo continuam ativos e permitem que valores expressivos permaneçam fora do alcance de autoridades fiscais.


A organização defende a adoção de medidas globais coordenadas para enfrentar o problema, incluindo a tributação de grandes fortunas e o combate ao uso de paraísos fiscais. A avaliação é de que a atual estrutura internacional contribui para ampliar desigualdades e comprometer o financiamento de serviços públicos essenciais.


Apesar de avanços pontuais na redução da proporção de riqueza offshore não tributada, o volume ainda representa cerca de 3,2% do Produto Interno Bruto global. A Oxfam ressalta que os progressos não ocorrem de forma uniforme entre os países, especialmente devido à exclusão de nações do Sul Global de mecanismos como a Troca Automática de Informações.


No Brasil, o debate também permanece актуal. Segundo a diretora executiva da Oxfam Brasil, Viviana Santiago, a estrutura internacional ainda protege grandes patrimônios, enquanto a maioria da população arca proporcionalmente com maior carga tributária.


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