Lula critica uso de canetas emagrecedoras: "Tirem a bunda da cadeira"
Presidente reagiu a pedido do prefeito do Rio, Eduardo Paes, para discutir a oferta do medicamento pelo SUS
Durante agenda pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o uso de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” e defendeu a prática de atividade física como alternativa para combater o excesso de peso. A declaração ocorreu após um pedido do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para discutir a possibilidade de oferta desses medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao comentar o tema, Lula afirmou que as pessoas deveriam priorizar hábitos mais saudáveis e incentivar a prática de exercícios físicos. Em tom direto, o presidente disse que é importante que a população “tire a bunda da cadeira” e busque atividades que contribuam para a saúde.
O assunto surgiu após a sugestão de Eduardo Paes para que o governo federal avaliasse a inclusão das chamadas canetas emagrecedoras na rede pública de saúde. Esses medicamentos têm sido utilizados para auxiliar na perda de peso e também no tratamento de diabetes.
A fala do presidente gerou repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o uso desse tipo de medicamento. Especialistas apontam que os remédios podem ter indicação médica em casos específicos, mas alertam que o uso indiscriminado pode trazer riscos à saúde.
Nos últimos anos, as chamadas canetas emagrecedoras ganharam popularidade no Brasil e em outros países, principalmente após divulgação por celebridades e influenciadores nas redes sociais. O tratamento, no entanto, costuma ter custo elevado no mercado privado.
O Sistema Único de Saúde oferece atualmente acompanhamento médico, orientação nutricional e programas voltados à prevenção e tratamento da obesidade. A eventual inclusão de novos medicamentos dependeria de análises técnicas e de aprovação pelas autoridades de saúde.
A discussão também envolve fatores como custo do tratamento, impacto no orçamento público e evidências científicas sobre eficácia e segurança do uso dos medicamentos em larga escala.
Até o momento, o Ministério da Saúde não anunciou qualquer decisão sobre a inclusão das chamadas canetas emagrecedoras na lista de medicamentos disponíveis no SUS.
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