Queda da Selic no radar em março reforça apetite e Ibovespa vai a inéditos 186 mil pontos
: Otimismo com política monetária, valorização das commodities e entrada de capital estrangeiro impulsionam ações, enquanto dólar e juros futuros recuam
Por Redação:
29/01/2026 | Atualizado em 29/01/2026 - 18h40
O mercado financeiro iniciou o pregão em clima positivo, com o Ibovespa alcançando um novo recorde histórico ao superar, pela primeira vez, o patamar dos 186 mil pontos. O desempenho reflete a combinação de fatores internos e externos que têm reforçado o apetite por risco entre os investidores.
A principal expectativa gira em torno de um possível corte na taxa Selic já na reunião de março do Comitê de Política Monetária. A sinalização de alívio monetário tem estimulado a busca por ativos de renda variável, especialmente em um cenário de inflação mais controlada e atividade econômica acompanhada de perto.
O movimento também é sustentado pela valorização das commodities no mercado internacional. A alta dos preços beneficia diretamente empresas de grande peso no índice, ligadas aos setores de energia e mineração, que apresentam ganhos expressivos desde a abertura dos negócios.
A presença consistente de investidores estrangeiros reforça o viés positivo. O fluxo externo tem sido determinante para a renovação das máximas do índice, ampliando a liquidez e contribuindo para a sustentação das cotações em níveis elevados.
Entre os destaques do pregão estão ações de companhias consideradas pilares do Ibovespa, que acompanham o cenário favorável das matérias-primas e a perspectiva de juros mais baixos no Brasil. O desempenho desses papéis tem papel central na trajetória ascendente do índice.
No mercado de juros, os contratos futuros operam em queda, refletindo a leitura de que o ciclo de afrouxamento monetário pode começar mais cedo do que o previsto anteriormente. Esse movimento indica uma reavaliação das expectativas em relação à política econômica nos próximos meses.
O dólar, por sua vez, apresenta recuo frente ao real no início do dia, acompanhando o enfraquecimento global da moeda norte-americana e a melhora na percepção sobre os ativos brasileiros. A combinação de câmbio mais favorável e juros em baixa reforça o cenário construtivo.
Com esses elementos, o mercado segue atento aos próximos indicadores econômicos e às sinalizações das autoridades monetárias. A expectativa é de que, mantidas as condições atuais, o ambiente continue favorável para a bolsa brasileira no curto prazo.






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