Xi Jinping reafirma apoio à ONU e critica iniciativa rival dos EUA
Declaração foi feita durante encontro com o primeiro-ministro da Finlândia, em Pequim
O presidente da China, Xi Jinping, reafirmou o apoio do país à Organização das Nações Unidas como base do sistema internacional. A declaração foi feita durante uma reunião com o primeiro-ministro da Finlândia, realizada em Pequim.
No encontro, Xi Jinping destacou a importância do multilateralismo e do papel central da ONU na mediação de conflitos e na manutenção da estabilidade global. Segundo o líder chinês, o fortalecimento das instituições internacionais existentes é fundamental para a cooperação entre os países.
Durante a reunião, o presidente evitou comentar se a China aceitará participar do chamado “Conselho da Paz”, iniciativa multilateral recentemente anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A proposta norte-americana tem sido apresentada como um novo fórum internacional voltado à segurança global.
Ao reforçar o apoio à ONU, Xi Jinping sinalizou uma posição crítica em relação a mecanismos paralelos que possam enfraquecer o sistema multilateral já estabelecido. O discurso mantém a linha adotada por Pequim de defesa das estruturas internacionais criadas após a Segunda Guerra Mundial.
A reunião com o premiê finlandês integrou a agenda diplomática da China voltada ao diálogo com países europeus. Segundo informações divulgadas pelo governo chinês, o encontro também abordou temas como cooperação econômica, sustentabilidade e relações bilaterais.
O governo da Finlândia, por sua vez, ressaltou a importância do diálogo entre as nações e do fortalecimento de soluções diplomáticas para conflitos internacionais, embora não tenha se pronunciado diretamente sobre a iniciativa norte-americana.
A postura chinesa ocorre em um contexto de disputas geopolíticas e de diferentes visões sobre a governança global. Pequim tem reiterado, em fóruns internacionais, que reformas devem ocorrer dentro do sistema da ONU, e não por meio de estruturas alternativas.
Até o momento, a China não indicou oficialmente se analisará a proposta do “Conselho da Paz”. O governo chinês tem adotado cautela em relação a iniciativas lideradas pelos Estados Unidos que não passam pelo consenso das Nações Unidas.







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