Ex-comissário finge ser piloto e faz centenas de voos grátis nos EUA
Investigação aponta que homem usou falhas de verificação para viajar sem pagar ao longo de anos
Autoridades norte-americanas investigam um ex-comissário de bordo que teria se passado por piloto para realizar centenas de voos gratuitos em companhias aéreas dos Estados Unidos. O caso chamou a atenção pela quantidade de viagens feitas sem custo e pela duração do esquema, que teria ocorrido ao longo de vários anos.
Segundo os investigadores, o homem utilizava credenciais profissionais antigas e informações técnicas para convencer funcionários de companhias aéreas de que fazia parte do quadro de pilotos. Com isso, conseguia acesso a assentos reservados a tripulantes, prática comum no setor aéreo quando há disponibilidade.
As apurações indicam que o ex-comissário se aproveitou de brechas nos sistemas de checagem de identidade e de benefícios concedidos a profissionais da aviação, como o chamado “jump seat” e o direito a deslocamentos não remunerados entre cidades.
De acordo com as autoridades, o suspeito teria embarcado em centenas de voos domésticos e internacionais sem efetuar pagamento, utilizando diferentes companhias aéreas ao longo do período investigado. Os deslocamentos ocorreram a partir de diversos aeroportos dos Estados Unidos.
O caso passou a ser tratado como fraude e falsa identidade, crimes que podem resultar em penas severas no país. As companhias aéreas afetadas colaboram com a investigação, fornecendo registros de embarque, listas de tripulação e imagens de câmeras de segurança.
Especialistas em segurança aérea avaliam que, embora o homem não tenha assumido o comando das aeronaves, o episódio expõe vulnerabilidades nos protocolos de verificação de pessoal do setor. As empresas já iniciaram revisões internas para evitar situações semelhantes.
As autoridades federais reforçaram que o caso não representou risco direto à segurança dos voos, uma vez que o suspeito não atuou na cabine de comando. Ainda assim, o episódio gerou debates sobre controle de acesso e fiscalização em aeroportos.
O ex-comissário deverá responder judicialmente após a conclusão do inquérito. O nome das companhias envolvidas e o número exato de voos ainda não foram oficialmente divulgados, mas os investigadores afirmam que o prejuízo financeiro é significativo.
O caso segue sob análise das autoridades dos Estados Unidos, que prometem divulgar novas informações à medida que as investigações avancem.







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