Dinamarca pede a funcionários do governo que desativem Bluetooth
Medida preventiva foi adotada após alertas de segurança digital e busca reduzir riscos de espionagem e ataques cibernéticos
Autoridades da Dinamarca passaram a recomendar que funcionários do governo desativem a função Bluetooth em celulares, tablets e outros dispositivos utilizados no ambiente de trabalho. A orientação faz parte de um conjunto de medidas preventivas voltadas à proteção de informações sensíveis da administração pública.
A decisão foi comunicada internamente a servidores de diferentes órgãos e ministérios, com o objetivo de minimizar vulnerabilidades tecnológicas que possam ser exploradas por agentes externos. O uso do Bluetooth, embora comum no cotidiano, é apontado por especialistas como um possível vetor de ataques digitais quando não há controle rigoroso.
Segundo a diretriz, a recomendação se aplica principalmente a aparelhos utilizados em repartições públicas e em atividades oficiais, independentemente de serem dispositivos pessoais ou fornecidos pelo Estado. A avaliação é de que a simples ativação da função pode expor dados a tentativas de interceptação.
O alerta ocorre em meio ao aumento das preocupações globais com espionagem cibernética e monitoramento indevido de autoridades públicas. Países europeus vêm reforçando protocolos de segurança digital diante de tensões geopolíticas e do avanço de tecnologias de vigilância.
A medida foi alinhada com orientações do governo da Dinamarca, que nos últimos anos tem investido em estratégias de cibersegurança para proteger comunicações institucionais e sistemas governamentais críticos.
Técnicos da área de tecnologia da informação alertam que conexões sem fio abertas, como Bluetooth e redes Wi-Fi públicas, podem ser exploradas para acesso não autorizado, especialmente em locais de circulação intensa de pessoas, como prédios governamentais e eventos oficiais.
Apesar da recomendação, o governo dinamarquês não determinou sanções formais para quem descumprir a orientação. A iniciativa tem caráter preventivo e educativo, buscando conscientizar servidores sobre boas práticas de segurança digital.
A orientação se soma a outras medidas já adotadas pelo país, como restrições ao uso de aplicativos, controle de dispositivos externos e reforço na criptografia de comunicações oficiais. O objetivo é reduzir riscos em um cenário de crescente sofisticação das ameaças virtuais.
Autoridades destacam que a desativação do Bluetooth não compromete o funcionamento essencial dos serviços públicos e representa um ajuste simples diante da necessidade de proteger dados estratégicos do Estado.







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